quarta-feira, 23 de março de 2011

Meu amor, meu pinico de cocô, o Universo conspira

pra nóis qui transpira

o doce odor do amor.

Se eu te der um beijinho doce

e te chamar pra sair

eu ia querer que ocê fosse

pra modi noizi se divertir
pra dri.

( um depoimento das antigas que mandei pra ela... e que eu acho comico.)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tudo novo tudo igual

Vamo ficar parado?

Não fazer nada

Como um rebanho

De apegados

Como humanos

Alienados.

Vamo ser tudo igual?

É ser normal

Acordar cedo

Fazer natal.

Feliz ano novo

Todos de branco

As mesmas frases

Os mesmos pedidos

Tudo de novo de novo.

“vou ser que nem você”

Assistir globo

Novela do Manuel Carlos

Buscar conforto

Assistir seriado

E namorados

Sem contar com o vestido novo.

Vamo fazer revolução?

Pregar o caos

Sugerir solução

Assustar os mórbidos

Dessa civilização

De desacordados

E sem opinião.

Vamo mostrar que tem gente que nem a gente

Que grita e que tem mulher viva

Com poder de decisão e ação!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SEM ESCRÚPULOS

Tenho medo de me expor

Porque se eu digo pênis e vagina

e essa ultima for minha

eu viro vadia ou perco a arte.

A arte do inusitado imaginativo.

Da ficção científica, da estrategista fria e calculista.

Perco a fama de especialista

em inventar drama

não realista.

Deixo de ser fantástica

E mostro minha vida plástica,

Que em caso de sujar,

Fácil de limpar.

Com um pano úmido ou um buraco fundo

Duas frases fáceis de instigar.

Mas como disse tenho medo

Guardo em segredo

Se eu peido ou deixo de peidar.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dentre as flores és rosa soldado mulher
adolesce-te e fortificas, pois o teu cavalheiro quixotesco Miguel
aguarda-te sobrio
calmo esbelto tranquilo, atento, sereno e
fiel.

05/01/2011
Novo Terminal Rodoviário Interestadual
por Vicente Paulo Baretta


( as vantagens de se trabalhar na antt conhecendo varios malucos legais, esse usabva uma bermuda como boina na cabeça e andava com Mario Quintana amarrado com outras parafernalhas)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

blur

Where's the love song?
To set us free
Too many people down
Everything turning the wrong way around
And I don't know what love will be
But if we start dreaming now
Lord knows we'll never leave the clouds

sábado, 11 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Depois...

Depois, quando já se conheciam, ele não se recordava mais porque que gostava dela, ou pior porque chegou a se interessar por ela. Se parar para pensar, tudo bem, ela é loira, daquele tipo de loira desbotado que juntando com o piercing em cima do lábio superior, ali no cantinho da boca como uma pintinha prateada e aquela maquiagem pesada, o conjunto a torna uma loira misteriosa e rebelde. E o corpo, magrelo, mas bem torneado faz com que qualquer trapo lhe caia com estilo. Sim, tem a risada escandalosamente engraçada e a capacidade de dizer coisas interessantes de uma hora pra outra. Mas mesmo assim, ela fuma e bebe sem parar, não se da bem com as mães, a dele principalmente, arrota em público quando lhe convém e esbarra a bolsa em tudo. Sem contar que é muito desligada.

Por que então ele gostava dela? Ela retocou o batom cor goiaba e se pendurou nele, com seus braços em torno do seu pescoço, balançando o corpo e a perna esquerda de lá pra cá, de um jeitinho meigo e sexy ao mesmo tempo e disse:

__Cuidado com os animaizinhos! Dá oi pro elefante por mim. __E apertou os lábios nos dele__ Te vejo de noite, lembre que é aniversário do Sammy!

Quando saiu, ela deixou o cheiro doce do perfume que ele adorava no ar. Fechou os olhos e inspirou aquela fragrância, saboreando-a e quando tornou a abrir os olhos viu as roupas dela jogadas por toda parte. Irritado, começou a juntá-las. Por que ela tinha de ser tão bagunceira?

Uma a uma foi juntando e colocando no sexto de roupas sujas, em seguida foi terminar de se arrumar. No banheiro, se olhou no espelho e viu os lábios de goiaba nos seus. Teve de dar uma risada.

Limpou-se e barbeou-se, depois do trabalho só teria tempo para um rápido banho, era aniversário do tal do Sammy e teria de ir com Molly. Sammy, Molly, por que todos os amigos tinham de ter aqueles apelidos ridículos? Era Gaybs, Sayo, Guixa, Duds, Laurents, Moa e outros mil e um insuportáveis apelidinhos.

Quando ia saindo de casa, ao pegar as chaves em cima da mesinha de canto, não acreditou no que viu.

__Arg! Puta que pariu! Ela se esqueceu de pagar a merda da conta de luz de novo! Como pode?

Pegou o envelope e saiu de casa xingando, ia ter de pagar a conta que já estava atrasada e ele também se atrasaria para o trabalho.

João trabalhava no zoológico, era biólogo e veterinário, mas seu trabalho lá era praticamente de um ajudante comum a maior parte do tempo. Para conhecer bem os animais e entender suas necessidades ele os alimentava e participava da limpeza (como a dos excrementos), pois era como se realizasse um exame diário dos bichos. O salário não era La essas coisas, mas era o que pagava as contas já que Molly trabalhava ajudando crianças carentes e mulheres que sofriam ou sofreram de algum tipo de violência, e como era um trabalho voluntário, ela não recebia salário.

Uma Vez ele reclamou com ela para arrumar algo que a pagasse e ela em troca lhe respondeu “Mas é isso que nos faz parecidos, eu trabalho de graça, pois é o meio de me certificar da melhoria de vida dessas pessoas, assim como você trabalha num lugar que te pagam mal. Tudo contra os maus tratos, meu bem!”.

E era verdade. Era o que os tornavam iguais, desse dia em diante ele não lhe incomodou mais.

Quando foi a hora do almoço, recebeu um telefonema. Era do hospital.

__Me desculpe, senhor, ela sofreu um acidente de carro, parece que estava ajudando uma senhora a fugir do marido que a perseguia.

Ele lembrou-se da risada escandalosa que ela deu quando apareceu em sua casa de mala e cuia dizendo-lhe como a mãe era insuportável. Ele nunca arrumou um lugar para suas roupas. Teve medo que ficasse para sempre.

__ Ela não resistiu, faleceu a caminho do hospital, lamento senhor.

O telefone ficou mudo.

No caminho de volta para casa dirigiu em alta velocidade, do jeito que nunca fez e como ela sempre fazia. Abrindo a porta de casa, o cheiro dela ainda estava no ar e nas roupas do sexto. Fez questão de tirar e espalhar por todo quarto, esperando que impregnando o ambiente ele pudesse trazê-la de volta. Agarrou-se aos travesseiros de tal forma que os fez rasgar, espalhando plumas pra todo lado. O choro que até então estava contido pela raiva rompeu banhando seu rosto de desespero ao ver um bilhetinho dela:

“Seu almoço esta no micro-ondas, é só esquentar. Comprei também sorvete de morango daquela marca chique que sei que é o seu favorito. Com amor, Molly”.

Do lado estavam todas as contas a pagar, no impulso rasgou a todas em milhares de pedacinhos que sobrevoaram o ambiente como flocos de neve.

Cansado e chateado sentou-se num cantinho murmurando palavras que deveria ter dito a ela.

__Não me importo se você é esquecida, ou lerda. Não me importo com a bagunça, não importo com mais nada, mas volte pra casa.

Quando voltou a reparar no ambiente todo bagunçado e revirado se deu conta de uma coisinha arrumadinha ali no canto.

A mala dela.

__Eu te dou meu armário! __ e de dentro dele retirou todas as roupas para por as dela__ É seu, olha, é todo seu!

No cantinho da mala encontrou o maldito perfume. Só havia um restinho. Ele não podia se esvair assim no ar. Entornou goela a baixo. Ficou um pouco tonto e com um gosto ruim na boca. Caminhou até a geladeira atrás de água gelada, mas acabou pegando a garrafa de whisky com a qual passou o restante da tarde, junto aos cigarros amassados dela.

Já de noitinha escutou a porta se abrindo e ela largando a bolsa na mesinha e correndo para o banheiro para mijar de porta aberta.

__Johnny, o que é que aconteceu?

__ Onde você tava?

__Ué, não fui trabalhar hoje, fui ajudar o Sammy nos preparativos da festa. Você ta bem?

__ Casa comigo, Mônica .

__Claro que sim!__ Respondeu ela lá da privada.